Tempestade Kristin provocou no concelho de Soure muitos problemas ao nível dos telhados, falta de energia, água e telecomunicações
No concelho de Soure, onde foi registada oficialmente pelo IPMA, a maior rajada de vento 208,8 kms/hora (na zona serrana do concelho), para além das muitas casas afetadas, a maioria com muitas árvores derrubadas, deslocação de telhas ou perda total de telhados, as pessoas também se depararam com a falta de luz, água e telecomunicações, situações provocadas essencialmente, pelo facto de muitas linhas elétricas de média tensão terem sido atingidas.
Algumas empresas também foram afetadas, especialmente, ao nível das coberturas, com duas situações mais graves, cujas instalações ficaram completamente destruídas, uma na zona industrial de Soure, concretamente, uma fábrica completamente nova que começou a laborar a 5 de janeiro, propriedade do empresário Nelson Rodrigues, com ligação à indústria da madeira e serração.
Outra empresa fortemente atingida foi em Vila Nova de Anços, ligada à venda de materiais de construção, que viu o seu grande armazém, junto à linha ferroviária do Norte, totalmente destruído. Neste caso o seu proprietário é o conhecido António Aires, figura ligada há muitos anos ao desporto, concretamente, à União Desportiva de Vila Nova de Anços.
O Grupo Desportivo Sourense em curto espaço de tempo, viu pela segunda vez o mau tempo a afetar as suas instalações. Depois da destruição da cobertura da bancada, há vários meses atrás, desta vez, viu dois muros, do Campo Dr. António Coelho Rodrigues a caírem, deixando dessa forma, o espaço, ainda, com menos condições e dignidade para desenvolver a sua atividade.
Por sua vez, o Grupo Desportivo de Figueiró do Campo também registou alguns estragos nas suas instalações, designadamente, devido à queda de uma árvore.
Esta ocorrência também afetou equipamentos públicos, designadamente, na vila de Soure, o pavilhão multiusos, centro de saúde e escola da Encosta do Sol.
Na Granja do Ulmeiro, a cobertura da estação ferroviária também foi afetada.
A Rádio Popular de Soure constatou que os serviços municipais de proteção Civil, Bombeiros de Soure e serviço da E-Redes têm estado a tentar fazer o melhor possível para que a situação volte à normalidade. Contudo, dadas as muitas solicitações, nem sempre foi possível que os elementos destas entidades, chegassem a todo o lado. As prioridades passaram pelos casos considerados mais graves, situação que nem sempre algumas pessoas compreendem, porque tal como acontece, todo o tempo de espera, mesmo que seja mínimo, parece sempre uma eternidade.
Publicamos imagens de alguns estragos registados no concelho de Soure na sequência da tempestade Kristin:















