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Sourense terminou época de sonho conquistando Taça e Supertaça AFC

O Grupo Desportivo Sourense viveu um final de época desportiva 2025-2026 de sonho, ao conquistar a Taça e Supertaça AFC, feito que ficará no registo histórico do clube, num ano em que não foi fácil, devido aos problemas que teve de enfrentar, deviso às tempestades, mas tal, parece ter dado mais ânimo e força para o clube prosseguir a sua missão, desde o futebol de formação, até ao futebol sénior. Ficarão gravados na história do clube os atletas, Vítor Nogueira, Freire, Fábio Pacheco, Artur Silva, Rola, Pedro Cruz, Gabi Bento; Heron, Mussa, Tomás Melício, Winder, Tiago Rodrigues, Bernardo, Henrique Diogo, Johnny Fren, Quintero e o treinador Rafael Silva, para além de Sérgio Rodrigues, presidente do clube e seus pares.

 

No dia 30 de maio, no Estádio Cidade de Coimbra, conquistou a Taça AFC, depois de ter goleado o União 1919, por 4-0. Tratava-se de um troféu que a equipa de Soure nunca tinha conquistado no seu historial, daí ter um gosto especial.

Uma semana depois, no dia 6 de junho, no Estádio Municipal Sérgio Conceição, em Taveiro, Coimbra, a equipa de Soure, através de um golo apontado por Mussa Camará, venceu o Nogueirense (1-0), que foi campeão da Divisão de Élite AFC. Em ambas as partidas, o apoio dos adeptos do Sourense foi bem notório.

No jogo da Taça AFC a vitória foi categórica, uma vez que resultou numa goleada (4-0), frente, à equipa de Coimbra (União 1919).

 

Já relativamente ao jogo da Supertaça, frente ao Nogueirense, equipa de Nogueira do Cravo (concelho de Oliveira do Hospital), Rafael Silva, antigo jogador e técnico do GD Sourense disse no final da partida que “fomos justos vencedores e o resultado final, até pecou por escasso, já que, com a eficácia que tivemos no jogo frente ao União 1919, a vitória no jogo da Supertaça seria mais robusta”.

O técnico relembrou que a época “foi bastante difícil”, devido aos problemas que o clube sofreu, pelos efeitos negativos provocados, pelas intempéries e os consequentes prejuízos materiais e desportivos, uma vez que com as instalações danificadas, muitos treinos foram adiados, com “a AFC a não facilitar, com adiamento dos jogos, o que originou uma quebra que afastou a equipa da luta pelo título”, na Divisão de Élite.

Questionado sobre o seu futuro, enquanto treinador, Rafael Silva disse estar em fase de reflexão, depois de uma época desgastante. O Sourense “já me convidou, mas vou ponderar se vale a pena parar e dar lugar aos mais novos”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rui Fernandes, presidente da Câmara de Soure, cujo o início do mandato ficou marcado, por muitos problemas, provocados pelo mau tempo, viveu intensamente estes dois momentos desportivos, regozijando-se pelas conquistas do GD Sourense. De referir que, nas duas ocasiões, no espaço de uma semana, o clube foi recebido duas vezes, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

 

Sérgio Rodrigues, presidente do GD Sourense respondeu a algumas perguntas feitas pelo jornal ‘O Popular de Soure’, após estas duas importantes conquistas no futebol distrital.

O que representa a conquista destes dois troféus?

Estas conquistas representam muito para o Grupo Desportivo Sourense, para a vila de Soure e para todo o concelho. Estamos a falar de um momento histórico na vida do clube, uma vez que conquistámos, pela primeira vez, a Taça da AFC. A esta conquista juntou-se ainda a Supertaça da AFC, o que torna esta época ainda mais especial.

É também um feito histórico pelo facto de o clube ter conseguido a dobradinha, vencendo na mesma temporada a Taça da AFC e a Supertaça da AFC. São troféus que refletem o trabalho, a dedicação e o empenho de todos aqueles que diariamente contribuem para o crescimento do Grupo Desportivo Sourense.

Com tudo o que aconteceu ao longo da época, algumas baixas no plantel e com o clube a ser atingido com estragos nas suas instalações, devido às intempéries, esperava este êxito no final da época?

 

Esta época de 2025/2026 foi, sem dúvida, uma época atípica. Ao longo dos últimos dois anos em que tenho presidido ao Grupo Desportivo Sourense, o clube foi fortemente afetado por fenómenos climatéricos extremos, primeiro com a tempestade Martinho e mais recentemente com a tempestade Kristin, que provocaram danos significativos nas nossas instalações.

Além disso, tivemos vários jogadores lesionados durante longos períodos e, devido às cheias, estivemos várias semanas impedidos de treinar no nosso campo. Foram contrariedades que colocaram à prova a capacidade de resistência e união de todo o grupo.

Contudo, na fase final da época, a situação começou a melhorar. Recuperámos jogadores importantes e a equipa apresentou um rendimento muito positivo, registando 6 vitórias nos últimos 7 jogos. Entre essas vitórias estiveram precisamente os triunfos nas finais da Taça da AFC e da Supertaça da AFC.

A equipa estava motivada, confiante e a praticar um futebol de grande qualidade, o que nos permitiu acreditar que seria possível alcançar estes objetivos. Felizmente, o trabalho desenvolvido ao longo da época acabou por ser recompensado da melhor forma.

Com estas conquistas e num futuro próximo um complexo desportivo, vamos ter um Sérgio Rodrigues mais motivado para continuar a presidir ao clube?

Presidir ao Grupo Desportivo Sourense é, e continuará a ser, um enorme motivo de orgulho. Estamos a falar de um clube com uma história riquíssima, com um reconhecimento que ultrapassa as fronteiras do concelho e que tem conquistado respeito a nível distrital, regional e nacional.

Naturalmente, estas conquistas reforçam a motivação de todos os que trabalham em prol do clube. Por outro lado, a construção do futuro complexo desportivo representa uma oportunidade única para concretizar projetos que temos vindo a preparar nos últimos anos.

Este investimento permitirá criar condições para desenvolver uma formação mais estruturada e sustentável, capaz de dar resposta a todos os escalões de formação e de potenciar jovens atletas para integrarem, no futuro, o plantel sénior do Grupo Desportivo Sourense. Esse é um dos grandes objetivos para os próximos anos: garantir que o crescimento desportivo do clube assenta em bases sólidas e duradouras.