Regiões do Norte e Centro vão estar sob influência de mau tempo nas próximas 72 horas

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PRECIPITAÇÃO, VENTO FORTE E AGITAÇÃO MARITIMA

 O mau tempo vai marcar as Regiões Norte e Centro, nas próximas 72 horas, segundo informação da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

No concelho de Soure, a Proteção Civil Municipal, estará em estado de alerta, através de um dispositivo especial, para acorrer a qualquer eventualidade, criado para o efeito, entre a Câmara Municipal e os Bombeiros Voluntários de Soure, segundo confirmaram ao jornal “O Popular de Soure” Mário Jorge Nunes e João Paulo Contente, presidente da Câmara de Soure e comandante dos BV de Soure, respetivamente.

Para qualquer emergência, os munícipes devem ligar o nº direto dos Bombeiros de Soure: 239 506300.

 

PRECIPITAÇÃO, VENTO FORTE E AGITAÇÃO MARITIMA

1 – SITUAÇÃO METEOROLÓGICA

No seguimento do contacto com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) realizado hoje, dia 14 de setembro, no Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), salienta-se para as próximas 72 horas um agravamento excecional das condições meteorológicas nas regiões Norte e Centro:

– Precipitação forte a partir da próxima madrugada e até à tarde de 16 de setembro, sendo muito forte no período 12H-24H de 15 de setembro, prevendo-se acumulados da ordem de 150 mm/24H e configurando valores que podem superar 40 mm/h ou 60 mm/6H;

– Vento médio a soprar de sudoeste forte de forma persistente (até 100 km/H) nas terras altas do Norte e Centro, com rajadas que podem atingir 130 km/h. No litoral vento a soprar moderado a forte (até 45 km/h) com rajadas da ordem dos 90 km/h. Não são de excluir eventuais fenómenos extremos de vento,

– Agitação marítima com ondas até 4m na costa ocidental a Norte do cabo Raso.

Acompanhe as previsões meteorológicas em www.ipma.pt

 

2 – EFEITOS EXPECTÁVEIS

Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:

– Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água ou acumulação de neve ou gelo;

– Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;

– Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;

– Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;

– Danos em estruturas montadas ou suspensas;

– Possíveis acidentes na orla costeira;

– Danos em estruturas junto à orla costeira;

– Possíveis fenómenos de galgamento costeiro;

– Fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes pela perda da sua consistência.

 

3 – MEDIDAS PREVENTIVAS

A ANPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:

– Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;

– Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias;

– Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

– Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

– Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;

– Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando se possível a circulação e permanência nestes locais;

– Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos na orla marítima,

– Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.