Empresário Ricardo Filipe volta a ser o candidato do Chega à Câmara de Soure
‘O Popular de Soure’ com Lusa
Ricardo Filipe, empresário, volta a ser o candidato do Chega à Câmara Municipal de Soure, tal como sucedeu, há 4 anos atrás. Em declarações à agência Lusa, o mesmo, aposta na vitória nas eleições de 12 de outubro, num município que diz “estar moribundo.”
Ricardo Filipe mostra-se convicto que “Sem dúvida nenhuma que vamos conseguir vencer a autarquia, tenho tido tanto ‘feedback’ positivo que sei que as pessoas vão votar em nós.”
Ricardo Filipe, de 52 anos e militante do Chega, repete a candidatura a Soure – há quatro anos também concorreu à Câmara, mas ficou-se pelos 331 votos (3,58%) –, meses depois do então anunciado candidato, Tiago Martins, ter desistido por alegada interferência do partido na composição das listas.
Ricardo Filipe lembrou que, em 2021, foi a primeira vez que o Chega concorreu às eleições autárquicas em Soure, tendo existido “muita dificuldade em arranjar pessoas para as listas, o que não sucedeu agora.”
O candidato do Chega refere que “as pessoas estão cansadas, não vivem do passado e nós temos uma visão diferente para Soure. E 95% das pessoas das nossas listas são de Soure e de diversas áreas, do comércio, da saúde, restauração, pequenas e médias empresas ou da agricultura, temos um pouco de tudo”, destacou.
A candidatura tem como mote a defesa da saúde económica de Soure, com Ricardo Filipe a sublinhar que “verifico, todos os dias, que é verdade o que as pessoas me dizem, o concelho está morto, a saúde não está boa, os transportes não estão bons, a saúde económica não existe, está moribunda.”
Residente em Lisboa, mas com ligações familiares a Soure, onde, garantiu deslocar-se com frequência, em trabalho ou lazer, o candidato do Chega indica a captação de empresas e investimentos e novas políticas nas áreas dos transportes, saúde, habitação, qualidade da água ou saneamento básico, entre, outras.
Ricardo Filipe salienta que “não há empresas novas, na área da indústria, fábricas, o que seja. E isto deve-se ao presidente da Câmara não sair do seu escritório e trabalhar para os munícipes, tinha de sair do seu lugar de conforto e ir à procura de empresas, saber onde as empresas querem investir.”
O candidato do Chega lembra que em Soure, “o maior empregador é a Câmara e acabamos por ter todas as famílias ligadas à Câmara e um concelho não pode viver destas pequenas quintas que se criam à volta de um poder instalado. As pessoas querem mais. Olhamos para Soure, vemos os mesmos na política há 20 ou 30 anos. Estão agarrados ao poder, não dão oportunidade a outros e a coisa não resulta. As pessoas não têm comércios, não há ninguém nas ruas e há uma grande dificuldade de os munícipes viverem com isto.”
De referir que nas eleições de 12 de outubro, o PS, que detém a autarquia de Soure, há 20 anos, recandidata o economista João Gouveia, presidente do município, durante, 5 mandatos, inicialmente pelo PSD e posteriormente pelo PS.
Por sua vez, o PSD volta a apostar, no gestor de empresas Carlos Páscoa, que integrou por duas vezes o executivo municipal como vereador. A designação desta candidatura é a coligação Juntos por Soure (PSD – CDS – IL)
Nestas eleições surge, também, o movimento independente Soure, o Novo Ciclo que tem como candidato à Câmara de Soure, o arquiteto Rui Fernandes e reúne antigos militantes socialistas (que perderam as eleições internas em setembro de 2024 e se desfiliaram do partido), como a atual vice-presidente da Câmara, Teresa Pedrosa.
Por sua vez, a CDU que quer recuperar o mandato na vereação alcançado em 2013 e 2017, mas perdido em 2021, candidata Daniela Pinto, professora e atual deputada na Assembleia Municipal.
Nas últimas eleições autárquicas em Soure votaram 9.250 pessoas, dos 16.192 inscritos. O PS venceu com maioria absoluta (45,04%), conseguindo eleger 4 mandatos. O PSD obteve 3 mandatos no executivo municipal (37,54%).
